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A mentira do dom de escrever | Entrevista com Sérgio Tavares

Sérgio Tavares (@sergiotavares_escritor) nasceu em 1978. É autor de Cavala, livro vencedor do Prêmio Sesc de Literatura, publicado em Portugal com o título Equação sobre o abismo. Também escreveu Queda da própria altura, antologia finalista do Prêmio Brasília de Literatura. Alguns dos seus contos foram traduzidos para o inglês, o italiano, o japonês, o espanhol e o tâmil. Escreve sobre literatura brasileira e hispano-americana para jornais e revistas, além de editar o site A Nova Crítica (anovacritica.wordpress.com). Todos nós estaremos bem é seu primeiro romance.

Para ele, a literatura é um refúgio. E segundo ele, o melhor é que o texto esteja “previamente cosido na mente” para então o autor começar a escrever.


Caixa-preta é o quadro de entrevistas deste blog. E sendo caixa-preta “qualquer sistema, organismo, função, etc., cujo funcionamento ou modo de operação não é claro ou está envolto em mistério”, representa uma ideia que se aproxima da literatura.

Na sexta-feira, a cada quinze dias, confira uma nova entrevista.


O que a escrita causa em você?

Sintomas de polaridade: do entusiasmo ao esgotamento, do êxtase à frustração.

Que livro você gostaria de ter escrito?

A invenção de Morel, de Adolfo Bioy Casares.

Que livro você jamais escreveria?

De poemas; não sou qualificado para tal.

O que ainda falta ser dito em literatura?

Dom é mentira.

Livro bom é…

aquele cuja história ressignifica o leitor.

Escritor é uma criatura…

que tenta convencer o mundo a encontrar sentido em algo que originalmente só fazia sentido para ele.

Qual o papel de um escritor na sociedade?

Estimular o pensamento.

Qual o maior aliado de um escritor?

O silêncio.

Como encontrar a palavra certa, o termo justo, a frase ideal?

Reescrevendo.

O quê que não dá para ser dito com palavras?

As histórias que nunca ganharão vida quando um escritor morre.

Se você pudesse, o que diria para o algoritmo?

Você não é um poema concreto.

E se você pudesse mudar o lema da bandeira nacional para um que representasse o Brasil atual, para qual seria?

Reconstrução em progresso

Qual a melhor maneira de encarar a página em branco?

Com o texto previamente cosido na mente.

Qual a sua maior alegria ao escrever?

O ponto final.

Se você não pudesse mais escrever, o que faria?

Leria.

A literatura em uma palavra.

Refúgio.

Qual a coisa mais importante que você aprendeu com a escrita?

Ter paciência.

Qual sua definição de felicidade?

Minha filha.

O que faz você continuar escrevendo?

É o meu trabalho. 


Leia Sérgio Tavares

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Vanessa Passos

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